autistas por opção
Tanta coisa me aconteceu, que me fez sentir tantas outras coisas, e pensar tantas outras coisas (e não sei bem a ordem de prioridade desses tantos todos), que hoje, finalmente, depois de poder dormir duas horas de pesado sono, me permiti questionar: Inferno astral antecipado?
Bom, vocês bem devem saber desse troço...É essa coisa toda de baboseiras astrológicas (nas quais, muitas vezes, geralmente pra falar a verdade, insisto desgastadamente até aporrinhar bastante os ouvinte).
Básica e ignorantemente falando, quanto alguém está próximo de completar mais um ano de vida, os astros cuidam para que tudo pareça ou fique mesmo errado, uma conspiração e tudo, no duro (muito Salinger, suponho).
A coisa é que ainda faltam bons dois meses, e acho que tá meio cedo pra esse papo de inferno, ham, astros? Tudo bem, tudo bem, eu entendo...A globalização meio que afeta todo mundo, as coisas tão indo muito rápido, ninguém almoça mais feijão e arroz, os MC'Donalds, as Coca-Colas, e as gerações herdeiras dos caçadores de silício estão aí, engolindo o universo; tudo é uma revolução que acontece tipo uma bomba explodindo o tempo todo, e que tal movimento tende somente a aumentar, e blá, blá blá.
Mas, poxa, hem, astros?! Dessa vez vocês meio que enlouqueceram o cabeção demais! Não podia esperar um pouquinho, por acaso? Só pra eu ter certeza de que é isso mesmo o que tá rolando? Esse papo de Inferninho criado por vocês (que também não sei pra quê, viu? vocês são mal amados ou o quê? que invenção mais da sem-graça!)?
Se eu fosse, sei lá, a Lady Day, o Michael Jackson, Britney Spears, ou até o Adriano, aquele cara do Flamengo, vá lá: eu teria espaço pra dar minhas crises e tudo. Mas pô, astros! Não tenho dinheiro, não tenho tempo, e não tenho gente que se sinta estimulada a aguentar tique nervoso de miserável!
Bem que os senhores poderiam ser mais gentis, ao menos esse aninho ne?
Agora que eu tava quase acreditando nesse papo de amizade distante, amigos que duram mesmo depois de iniciado um verdadeiro e delicioso romance, amigos que surgem depois desse treco de colégio, e todo o mais de comercial de televisão sobre bronzeador solar ou escola de idiomas...Daí vem vocês, desagradáveis pacas, com essa historinha pra lá de clichê...
Justo agora, que eu tava começando a aceitar minha vidinha meio medíocre, achar sossegado essa coisa de morar num lugar, estudar n'outro, e trabalhar n'outro, e tava achando até tudo muito "frog". Justo agora que tava até aprendendo a mudar de marcha, pisando na embreagem e tudo, sem ficar como o genro pirralho de propaganda de margarina que passa depois da novela das seis!
Justo agora, vocês me vem com essas. Novas e maravilhosas oportunidades que não fecham com as velhas; antigos projetos que não se adaptam à nova realidade; idéia de uma coisa que tá sendo outra; e pessoas que se foram das nossas conversas emiessiênicas (ao menos) para nunca mais voltar (sim, isso serve pra você também, cara do riso fácil com covinhas laterais). Aftas, dores no joelho, enxaquecas que nunca param, amigdalas sempre inchadas, cidade abafada, frio e calor demais. Tudo fora de hora.
A verdade é que se isso é obrinha de vocês, tenho que dizer que esse ano, apelaram. Se tivesse sido só aquela coisa toda do suicídio de um cara conehcido e gente fina pra caramba, que me fez ficar chorando feito uma criança idiota nos fundos da escola durante mais de uma hora e meia, vá lá...Se tivesse sido só aquele dia de catatonismo, susto, choque, e choro, tudo bem, vai: a gente ainda consegue se safar.
Mas, no duro, isso, depois de amiga trocar a gente por Harry Potter (doeu pra caramba, precisava ter sido naquela hora?) e nunca poder entrar na internet pra falar com a gente ( mesmo que quando o time joga ela esteja sempre por ali, podendo); amigo que sei la porque, meio que deixa de ser amigo inventando que tá com muito trabalho, que quinta não pode, sexta vai pra não sei onde, e sábado já tem churrasco marcado(isso, Sr. Todo-Ocupado-Engenheiro-Ambiental, saiba você, me aborrceu bastante); amigos dos bons tempos que nem amigos são mais da gente (porque mesmo que a gente soubesse que depois de algum tempo as coisas não iam ser iguais, a gente nunca imagina que nunca mais iam ser, na verdade, e que aquela pessoa com quem você tanto conversava, precisava, e considerava, agora, provavelmente, te excluiu completamente da vida dela); prima que não vem mais como vinha (e é a mais perdoável de todas, na verdade, completamente perdoável); amigo novo que nunca vai ser amigo como os de antes (taí outra coisa deveras compreensivel, mas mesmo assim, ruim né); e prováveis psicopatas em potencial novos no pedaço?
Pô, com certeza esse servicinho deve ser coisa de estagiário frustrado, na boa! E nem vou pedir desculpas, como se tivesse ofedendo o pessoal astral daí , ou como se realmente me sentisse culpada. Eu não! Porque se não foi titica de estagiário, ta mais parecendo isso mesmo.
Na boa, hem, quem sabe...dá pra da uma aliviadinha, hum? Quem sabe vocês dêem mais Adris e Pedros? Hem, hem? Ah! Vai...não é tão difícil! Não que uma Adri e um Pedro não estejam dando conta. Pensando bem, na verdade, nem é coisa de dar conta...É coisa de que, sei lá, ninguém é de ferro né, muito menos eles! Ficar aguentando uma aporrinhadora de primeira feito eu, ainda mais com essas porcarias todas? Ninguém merece, no duro (oh, querido Salinger).
Então, só vim pedir isso mesmo. Quem sabe mais tempo pra dormir daqui; menos preocupações dali; mais empolgação de lá; menos psicopatas de cá; mais amigos de verdade pra mim; menos harry potter pra lá; menos churrasco aos sábados pra'li; mais tempo de amor pra cá; menos viagens de lá; mais amizades antigas em mim...
Hum? O que acham? Não é má idéia hem? Dá pra pensar, dá não? Porque daí eu suportava, no duro que suportava...Pensem aí, não esquece não, viu? Pensa o quanto tenho sido comportada. Lembra de tudo que fiz? Deve lembrar né? Sou apenas uma boa e humilde humana pedindo um pouco mais de calma...cês sabem.
Mas, enfim, como dizem por aí, nos bailes funks da vida que não têm, obviamente, o desprazer da minha tediosa presença: E aí, já é, ou já era?
Hem, hem? Hum?

Vou ficar aguardando, viu?
Esquece não!
é
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Pois então Adri...
Parece mesmo que, finalmente, algo fica claro pra mim.
Só nós duas nos importamos.

pronto.
Falei.
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Nossa, nem sei por onde começar. Recebi um recado da Layla perguntando se eu sabia do motivo da Luana ter ligado pra ela, eu disse a ela que não sabia, então fui dar uma espionada no seu álbum do orkut. Nossa, ver aquelas nossas fotos me deixou com uma sensação de nostalgia, e que saudade foi essa que me bateu?! Lembrar de todas as nossas loucuras, brincadeiras, nóias, reuniãozinhas; ai, que saudade! A gente cresce e é normal perdermos o contato, já falamos disso aqui, eu sei, mas a gente podia tentar fazer dar certo, não é mesmo? Tentar marcar um encontro das quatro, e irem as quatro! Tudo bem, que levem os respectivos namorados, mas que estejam todas presentes pra gente rir e conversar como fazíamos. Pode ser meio difícil a gente conciliar horários e lugares, já que nem todas vivem na mesma cidade, né? Mas, ai, queria tanto ver todas juntas mais uma vez. Saudades, girls! ♥