autistas por opção

Recebi isso de uma amiga das letras, sei que tem gente que não gosta desse autor (tu meixmo), mas achei tão bonitinho (que nem parece ser dele. ha!).


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

(...)

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(Machado de Assis)

autistas por opção
Ah! Esqueci de falare...Churras ontem tava ótemo. Parabéns, de novo, para a Sra. futura Doutora Odontóloga Alyne Silveira [clap clap clap - dane-se: palmas/aplausos]. Ah....e Feliz Natal para nós! Irraaa!
autistas por opção

Quando criança, Joãozinho adorava quebras-cabeças, e ganhara, especialmente, dois jogos que marcaram, de temas bastante extremos; enquanto um parecia ser de preto opaco, o outro exalava um branco brilhante. Entretanto, por alguma razão, por mais diferentes que eles parecessem, Joãozinho guardava dentro de seus intestinos, em seu pulmão, e em todo seu coração que eles poderiam se juntar, formando um quebra-cabeça diferente, mas não menos harmônico em sua imagem final. Nessa sua busca em enquadrar as peças de um quebra-cabeças noutro, Joãozinho foi juntando um e outro sonhadores que, como ele, acreditavam que peças diferentes poderiam totalizar um bom resultado final. Porém, aos poucos, com o passar dos anos, e das experiências com seus múltiplos e complexos quebra-cabeças, Joãozinho foi entendendo que as coisas não eram bem assim, e havia peças que só podiam ser encaixadas em seus respectivos jogos e contextos. Também com o tempo ele pôde filtrar, selecionar, e optar os quebra-cabeças que mais eram do seu agrado, e, inevitavelmente, um tipo específico manteve-se seu favorito. Mas, como sempre acontece com essas coisas que marcam sem que entendamos por que, o outro quebra-cabeças, esquecido, e escondido; distante e inacessível parecia agora simples de resolver, e mesclar-se com aquele que tornara-se seu favorito. Por algum bom tempo Joãozinho e seus amigos se irritavam com o quebra-cabeças, e guardavam-no novamente no alto do armário, a fim de manterem-se longes daquela complicação; mas sempre renovavam as esperanças daquela fusão deslumbrada. Até que um dia Joãozinho cansou. Colocou de vez o quebra-cabeças no baú, e só o colocou lá, para quando falasse sobre ele com alguém ter a prova de todo o enredamento envolvido no jogo. Só para poder abrir o baú ás vezes e admitir que já foi fraco o suficiente para desistir, e ver de perto o motivo de sua desistência – talvez pensar no que tenha dado errado. Era difícil dizer. O fato foi que ainda mais dias, e meses, e anos passaram, até que um dos amigos de Joãozinho que estivera voltando de viagem, pediu para montarem o quebra-cabeças preferido deles da infância. No entanto, parecia que algo tinha mudado no jogo, algumas peças faltavam, e outras pareciam estar sobrando.Como se alguém ou alguma coisa por um motivo desconhecido misturara as peças para confundir ou convencer. E então tudo que se via, eram peças soltas, ou ligeiramente encaixadas, e muita coisa fora de lugar. E o outro amigo de Joãozinho concordou com a idéia de que aquelas peças deviam ter sido guardadas no jogo errado, pois pareciam pertencer a uma caixa totalmente distinta. Surpreendentemente, o amigo de Joãozinho não desistiu, e continuou a buscar um lugar para encaixar as peças exclusas. De repente estava lá, o amigo do Joãozinho tentando encaixar a peça que pertencia ao jogo evitado àquele. Joãozinho sentiu-se traindo seu melhor quebra-cabeças, porque no fundo ele sabia que as peças eram de outro lugar, de outro jogo; um jogo pelo qual ele lutara, no qual ele investira sua persistência e boa vontade, mas que o frustrara imensamente a ponto de afastá-lo de vez de suas brincadeiras. Joãozinho sabia disso. Melhor: sentia isso. E é verdade que ás vezes a gente sente até o que não existe, mas quando a gente sente, pelo menos pra gente, começa a existir imediatamente. E em um segundo, Joãozinho já não sabia dizer quais peças pertenciam a qual quebra-cabeça, porque todos pareceram diferentes, estavam de algum jeito parecendo congruentes. Quem sabe Joãzinho é que se enganara? Quem sabe aqueles dois quebra-cabeças eram semelhantes e ficavam bem juntos? Quem sabe, a peça fora do quebra-cabeças fosse ele? Porque é verdade que ás vezes a gente sente até o que não existe, mas quando a gente sente, pelo menos pra gente, começa a existir imediatamente.
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Ah, uma caipirinha de morango e um pote de sorvete agora!

Sem coragem para terminar os últimos trabalhos da faculdade. mimimi