Algumas
informações aqui apresentadas podem ser avaliadas apenas como
devaneios de uma mente criativa, enquanto outras possuem sua
legitimidade transvestidas no imaginário de uma mente agora
inquieta.
Ali
encontravam-se com vinho e chocolate. Na noite anterior houve música
e pegação, mas nada ao extremo, naquele momento em que se
encontravam sob as cobertas, os braços dos três se entrelaçavam.
“Hmm”, ouvia-se de quem estava de fora. Um beijo entre duas
pessoas que não se pegavam há tempos. A terceira pessoa assistia
curiosa e animada, esperando que ele voltasse a beijá-la. E voltou.
“Humm”, ouvia-se mais uma vez, não sabendo a quem pertencia o
gemido, se era de alguém de fora ou daquela que ficou na espera por
mais um beijo. Aquele que assistia de longe havia desistido, saiu do
quarto um pouco irritado por há tempos não ter encontrado alguém
pra dividir uma coberta. Ali ficaram os três. Os beijos se
intensificaram, e a animação também. Risadas, cochichos, e “vamos
tirar isso aqui que está entre nós” ouvia-se um comentário
eufêmico sobre as peças de roupas que os encobriam. Mãos
percorrendo corpos alheios, a proporção estava boa: seis para três.
“Há quanto tempo nos conhecemos?”, alguém fizera essa pergunta,
porém a resposta pouco importava para eles, o interessante era viver
o momento. Roupas jogadas, calcinhas, uma cueca. “Cadê a
camisinha?”, “eu tenho”. As mãos, percorriam cada centímetro
dos corpos e a cada momento os beijos ficavam mais intensos e
afanados por risos e gemidos de excitação. “Ah, vocês, sério?!”
alguém gritava de fora do quarto. Ali dentro ouviam-se apenas
risadas. Todos desnudos e tentando consumar, de fato, o ato. Quase
conseguiram, foi por pouco. Pessoas tentando entrar e aquele que
deveria estar mais animado, não estava, acho que era o nervosismo.
Parou-se ali. As risadas continuaram e a ideia guardava-se no
imaginário de todos. O que rolou e o que não? Ninguém do quarto
comentava, mas dizem que foi inesquecível.

