autistas por opção

A primeira vez que eu vi essa garota de franja eu pensei “ó, aluna nova. Espero que seja gente boa”, não me esqueço do sorriso que eu dei junto a um simples olá, e ela me retribuiu o gesto de forma super simpática, pensei: “ó, alguém que sorri pra estranhos!”.

Por outro lado, aquela loira me pareceu super séria à primeira vista, mas nunca imaginei que um dia iríamos sentar nas escadas do colégio e compor uma “canção” de forma tão divertida.

Quanto àquela menina alta que participava de um projeto junto comigo, não tenho muito a dizer da primeira vez que falei com ela, a mesma estava me mostrando que havia cortado, sem intenção, sua calça do colégio, mas achava graça como uma criança que faz arte escondido.

 

Passado certo tempo, eu me tornei amiga dessas garotas, digo, como um grupo, uma vez que conheci cada uma separadamente, de forma diferente, porém demorei a perceber que elas já me conheciam e que éramos inseparáveis. Dividíamos confissões, angústias, risos, lições, enfim, éramos amigas. Ás vezes me pego pensando neste assunto, de como nos tornamos amigas e do fato de não termos deixado o tempo abalar isso. Só digo uma coisa: eu amo vocês. Amo o fato de sermos amigas, amo o fato de ficarmos um tempo sem se falar, mas quando nos encontramos (seja como o grupo, ou quando uma encontra outra separadamente) não parece ter mudado nada desde a última vez que nos vimos. Amo o jeito durão de ser da Luana, mas que a torna uma pessoa sentimental e que sempre cuida de todos. Amo o jeito sério da Layla, mas é só contar uma piadinha que ela mostra seu jeito doce (mesmo sendo séria, é contraditório, eu sei). Amo o jeito que a Alyne age sobre as coisas, tão madura e tão menina. Não estou rotulando ninguém, entendam, todas temos um pouco de cada característica aqui citada e muitas outras, mas são essas que me fazem lembrar de vocês, ainda que às vezes eu sinta como se tivesse conhecendo-as todos os dias. Não quero parecer melosa demais, só estou confirmando o que a Luana sempre nos diz aqui. Somos amigas e não importa o que aconteça, sempre seremos. Sempre Absurtos.

Amei demaais o vídeo da Luana. Poxa, ficou lindo! O áudio, as imagens... isso me faz lembrar que precisamos de novas fotos já!


Amicum perdere est damnorum maximum.

(Perder um amigo é o maior de todos os prejuízos)

autistas por opção
Primeiramente; Adri, saiba que, das duas uma: ou nós duas temos sérios problemas, ou não estamos sozinhas no mundo e somos retrato de uma nova sociedade, tão globalizada a ponto de ser doentiamente perdida. Tantas coisas pra ler, ver, ouvir, falar, fazer; e priorizar o quê e como se cada minuto surge ainda algo melhor do que aquilo que antes pareceu o melhor do mundo, aquilo do qual "dessa vez seria pra sempre"? Sim, existem pessoas centradas, focadas, determinadas a um único objetivo e estas são para nós a maçã ainda não mordida, o desejo mais profundo habitador de nossas almas incompletas, curiosas, que não sabem a cada segundo por onde andar (quem sabe correr?). O que nos falta é encontrar algo que nos dê de fato "tesão", ou deixar um pouco de lado o bem-estar em prol de algo maior e futuro? Poisé Adri, enquanto pra você a mania de desistência e o que te faz parar de ler livros, filmes, e séries; pra mim é o que me faz achar que nada nunca me completa. E aí fico com a dúvida: aqueles que conseguem, são felizes? Chegam a abrir mão de seus bem-estar mas conseguem lidar com isso, ou será que eu que não achei meu rumo ainda? Como saber? Mudar de trilha cada vez que ela me parece desfavorável e maléfica? E como saber até que ponto estou agindo corretamente? Por motivos sãos e razoáveis ou apenas por capricho? Daí eu fico aqui, parada entre os dois rumos, pensando qual tomar, enquanto tudo acontece e pra mim, o nada. Porque estou aqui, nem lá, nem ali. Parada. Por vezes encontro um "atalinho" onde me reforço e digo pra mim mesma que está tudo bem; sorrio, ouço música, leio livros, vejo filmes, faço amor, e por dentro, faltando. Por fora, tão..."tanto", e em mim, tão pouco. Então eu lembro quando só tínhamos um rumo, uma vontade, onde éramos nós. Lembro da gente sentada no meio-fio, certas de nossa originalidade, e de que éramos especiais no meio daquela gente sem sentido, sem idéia, sem noção de que havia um mundo inabitado a ser descoberto e que ele ia bem mais além daqueles imaginados: viagens caras à Europa ou Disney, drogas, discotecas e gente descolada. Não era esse o mundo que queríamos explorar, e talvez nem sabíamos direito qual era, mas sabíamos que era um lugar diferente. Eu tinha um plano e minha meta era segui-lo, comecei não conseguindo exatamente como eu ambicionei, mas cheguei bem perto e então: não. Não era aquilo. Essa busca incessante só estava começando: dali em diante foram só negativas diante do que me aparecia, em todos os âmbitos. Minha mãe me diz se quem sabe eu não poderia meter a cara nos estudos pra passar em concurso, fico com vontade de dizer: "Mamãe, tu não entende, não presto pra nada. Lembra como eu me saio com provas concorridas e pressão? Em quantos provas concorridas passei? Eu nem mesmo consegui tirar minha carteira de motorista.". Mas no fundo eu quero duvidar disso, eu tenho talentos, tenho algum potencial, sei que tenho, devo ter. Entretanto, fico com a sensação de que as coisas para as quais acredito ser útil: aconselhar, conversar, conviver, observar, analisar, amar, cativar; de nada me serão úteis. E as viagens que sonho fazer? E as culturas que ainda aspiro entender? E o carro dos meus sonhos? É, eu tenho um carro dos sonhos também. O apartamento que quero ter? Meu, pequeno, aconchegante, estiloso? Nenhuma das minhas potencialidades poderão me ajudar a ter. Então eu penso: quem sabe eu não esteja no lugar certo? Aí passam-se alguns dias, e de repente percebo o quanto estou infeliz. E agora? O que fazer com aquela idéia de que tudo seria normal e pra sempre? Que aquelas planos que rabisquei com tanto carinho na Sonholândia, e que deveriam simplesmente continuar a serem perfeitos? E então eu lhes pergunto: "se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba...". E aí eu entendo que a música faz muito mais sentido do que eu via. Há alguns meses, a Alyne colocou essa música nesse nosso espaço, e no começo não entendemos bem. De qualquer forma, ela explicou, e então essa tornou-se a nossa música, e há alguns dias eu resolvi fazer uma surpresa à vocês e até mesmo avisei a Alyne para olhar até o final da semana (17 de setembro), enfim. O fato é que agora faz muito mais sentido. Aí está. Pra vocês, minhas amigas, e irmãs qiue apesar de tudo e de todas as pessoas que conhecerei continuarão sendo únicas e a única coisa que tenho certeza: pra sempre.


obs.: Adri, seu texto ficou muito bom, engraçado, leve e divertido, ainda bem que você é obediente e eu fingi mandar você colocar no blog, hehehe, beijos ás duas.

obs2.: por favor, não dêem atenção aos detalhes musicais...

obs3.: só liguem o som quando tiver carregado tudo, por favor, hauahuah





.a nós
http://www.youtube.com/watch?v=cDWhPb6_vtI
_de coisas que não mudam mas, sobretudo, sobre aquelas que nunca mudarão.
obs4.: ao fazer o vídeo, sei lá porque, coloquei um "a" craseado, saiu um acento agudo, e no fim, obviamente, não existia acento algum, perdoem-me o erro grotesco. (gracias à Alyne que me detalhou...)
autistas por opção

Eu tenho um pequeno problema de desistência. Eu costumo desistir dos projetos que eu inicio, dos seriados que eu começo a ver, dos livros que eu tento ler. Depois de um tempo eu simplesmente paro. Simples assim. Eu paro, eu desisto, eu canso.  E eu sequer entendo isso, apesar de eu me esforçar sempre no seguinte “vou até o fim dessa vez”, eu não vou. Posso ir até um ponto mais além, mas eu acabo parando, cansando. Já cansei disso. Eu parei de estudar japonês, abandonei três livros sem sequer ter chego à metade, abandonei coisas que eu assistia fielmente (séries, doramas, filmes). Abandonei tudo. Why? I don’t know. I don’t understand. Agora eu falo inglês. Amanhã vou cansar e vou querer falar... russo. Ah, não, espera, já tentei aprender russo. A verdade é que é mais do que simplesmente desistir, eu não chego a desistir por não gostar, eu perco o interesse mesmo. Eu não olho mais aquele dicionário Japonês>Português com os mesmos olhos de como eu via há dois anos. Eu nem consigo explicar como eu enxergo aquilo, ou os livros que eu desisti, ou as séries que eu baixei e não acompanhei. Enfim, já cansei de escrever...

カンタンに 行かないから 生きてゆける

(Apenas por não ser fácil é que continuo indo em frente)