Primeiramente; Adri, saiba que, das duas uma: ou nós duas temos sérios problemas, ou não estamos sozinhas no mundo e somos retrato de uma nova sociedade, tão globalizada a ponto de ser doentiamente perdida. Tantas coisas pra ler, ver, ouvir, falar, fazer; e priorizar o quê e como se cada minuto surge ainda algo melhor do que aquilo que antes pareceu o melhor do mundo, aquilo do qual "dessa vez seria pra sempre"? Sim, existem pessoas centradas, focadas, determinadas a um único objetivo e estas são para nós a maçã ainda não mordida, o desejo mais profundo habitador de nossas almas incompletas, curiosas, que não sabem a cada segundo por onde andar (quem sabe correr?). O que nos falta é encontrar algo que nos dê de fato "tesão", ou deixar um pouco de lado o bem-estar em prol de algo maior e futuro? Poisé Adri, enquanto pra você a mania de desistência e o que te faz parar de ler livros, filmes, e séries; pra mim é o que me faz achar que nada nunca me completa. E aí fico com a dúvida: aqueles que conseguem, são felizes? Chegam a abrir mão de seus bem-estar mas conseguem lidar com isso, ou será que eu que não achei meu rumo ainda? Como saber? Mudar de trilha cada vez que ela me parece desfavorável e maléfica? E como saber até que ponto estou agindo corretamente? Por motivos sãos e razoáveis ou apenas por capricho? Daí eu fico aqui, parada entre os dois rumos, pensando qual tomar, enquanto tudo acontece e pra mim, o nada. Porque estou aqui, nem lá, nem ali. Parada. Por vezes encontro um "atalinho" onde me reforço e digo pra mim mesma que está tudo bem; sorrio, ouço música, leio livros, vejo filmes, faço amor, e por dentro, faltando. Por fora, tão..."tanto", e em mim, tão pouco. Então eu lembro quando só tínhamos um rumo, uma vontade, onde éramos nós. Lembro da gente sentada no meio-fio, certas de nossa originalidade, e de que éramos especiais no meio daquela gente sem sentido, sem idéia, sem noção de que havia um mundo inabitado a ser descoberto e que ele ia bem mais além daqueles imaginados: viagens caras à Europa ou Disney, drogas, discotecas e gente descolada. Não era esse o mundo que queríamos explorar, e talvez nem sabíamos direito qual era, mas sabíamos que era um lugar diferente. Eu tinha um plano e minha meta era segui-lo, comecei não conseguindo exatamente como eu ambicionei, mas cheguei bem perto e então: não. Não era aquilo. Essa busca incessante só estava começando: dali em diante foram só negativas diante do que me aparecia, em todos os âmbitos. Minha mãe me diz se quem sabe eu não poderia meter a cara nos estudos pra passar em concurso, fico com vontade de dizer: "Mamãe, tu não entende, não presto pra nada. Lembra como eu me saio com provas concorridas e pressão? Em quantos provas concorridas passei? Eu nem mesmo consegui tirar minha carteira de motorista.". Mas no fundo eu quero duvidar disso, eu tenho talentos, tenho algum potencial, sei que tenho, devo ter. Entretanto, fico com a sensação de que as coisas para as quais acredito ser útil: aconselhar, conversar, conviver, observar, analisar, amar, cativar; de nada me serão úteis. E as viagens que sonho fazer? E as culturas que ainda aspiro entender? E o carro dos meus sonhos? É, eu tenho um carro dos sonhos também. O apartamento que quero ter? Meu, pequeno, aconchegante, estiloso? Nenhuma das minhas potencialidades poderão me ajudar a ter. Então eu penso: quem sabe eu não esteja no lugar certo? Aí passam-se alguns dias, e de repente percebo o quanto estou infeliz. E agora? O que fazer com aquela idéia de que tudo seria normal e pra sempre? Que aquelas planos que rabisquei com tanto carinho na Sonholândia, e que deveriam simplesmente continuar a serem perfeitos? E então eu lhes pergunto: "se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba...". E aí eu entendo que a música faz muito mais sentido do que eu via. Há alguns meses, a Alyne colocou essa música nesse nosso espaço, e no começo não entendemos bem. De qualquer forma, ela explicou, e então essa tornou-se a nossa música, e há alguns dias eu resolvi fazer uma surpresa à vocês e até mesmo avisei a Alyne para olhar até o final da semana (17 de setembro), enfim. O fato é que agora faz muito mais sentido. Aí está. Pra vocês, minhas amigas, e irmãs qiue apesar de tudo e de todas as pessoas que conhecerei continuarão sendo únicas e a única coisa que tenho certeza: pra sempre.
obs.: Adri, seu texto ficou muito bom, engraçado, leve e divertido, ainda bem que você é obediente e eu fingi mandar você colocar no blog, hehehe, beijos ás duas.
obs2.: por favor, não dêem atenção aos detalhes musicais...
obs3.: só liguem o som quando tiver carregado tudo, por favor, hauahuah
.a nós
http://www.youtube.com/watch?v=cDWhPb6_vtI_de coisas que não mudam mas, sobretudo, sobre aquelas que nunca mudarão.
obs4.: ao fazer o vídeo, sei lá porque, coloquei um "a" craseado, saiu um acento agudo, e no fim, obviamente, não existia acento algum, perdoem-me o erro grotesco. (gracias à Alyne que me detalhou...)