Pois então, parece que estavas mesmo certa em aconselhar atualização.
Boa parte do que escrevi naqueles páragrafos - aqueles, da última postagens - permanecem sendo a mais pura verdade. Aquela é a mais sincera história de minha -ainda que curta - vida.
Relendo o texto, percebi que cometi um erro terrível ao definir Adri como uma "garota maluca".
Não que ela não seja, mas talvez o que quis dizer não foi, por completo, alcançado. Pra mim, ser maluca, é muito além de um elogio. É uma filosofia de vida. Quando digo que conheci uma "garota maluca", quero dizer que conheci alguém cuja personalidade era deveras fascinante, exatamente por essa incrível - e rara - capacidade de praticar a ideologia tão condenada: ser louco faz bem. Faz bem a si, faz bem aos outros. Mas bem, não foi, exatamente, pra isso que resolvi atualizar tal postagem. Na verdade, ela necessita de urgentes modificações na parte do namorado. Nos enganamos muito. E foi mais um incrível amadurecimento. Não fui amada, mas alguém foi obcecado por mim durante algum tempo. Não me respeitava. Mentiras existem, e elas podem ser cruéis se usadas sem precaução ou sensatez. Cruéis, mas não a mim, e sim para quem as usa de maneira desmedida. Que mintam sobre o banho não tomado, o dente não escovado, a cama não arrumada, a louça não lavada. Que mintam sobre o livro entregue, sobre os deveres feitos, sobre o que fez durante a tarde toda. Mas não façam de si, uma mentira. Fazer de você uma mentira, só lhe transorma em uma pessoa inexistente, em uma personalidade que não existe. Fazer de você uma outra pessoa, ainda que essa pessoa pareça excepcional, é suicidar sua alma, abdicar de sua própria existência. E as pessos fazem isso o tempo todo. Sabe?! Pagam caríssimo por roupas de marca desnecessárias, devem horrores pra poder manter um carro que poderá oferecer certo status diante de uma sociedade materialista. Inventam uma matrícula em uma boa faculdade, ou inventam um emprego que não existe, ou que não estão qualificados a preencher. Pessoas dessa estirpe acham-se muito espertas. Mas elas caem. Porque quando cativam as pessoas, essa relação não é duradoura, afinal, ela cativou a outra a partir de uma vida que não existe. Então, essas pessoas se afastam, e junto com ela, vai embora tudo que ela criou.
Porque, um dia, o mentiroso cria vínculos, e esquece que a pessoa com a qual criou tais vínculos, está com ela por aquilo que ela é, e não por aquilo que demonstra ser. E vai levando, se esquecendo das mentiras todas que contou, e por isso conta mais. E pior, passa a acreditar nelas para ficarem mais verossímeis. Mas, já diz o ditado: mentira tem perna curta. E talvez as pernas não fossem tão curtas, mas corriam tanto atrás de alibis para suas mentiras, que acabaram ficando cansadas, se exaurindo, aos poucos. E aí tudo acaba, porque quando você passa a gostar de alguém, e essa pessoa se vai por um erro seu, nada mais faz sentido. Suas mentiras somem, sua importância com o carro, com as roupas ou com o esforço em manter as aparências (sempre falsas) se esvaem. E você fica sem nada. Você pode ter seu carro, e suas roupas, mas não enxerga mais o brilho que antes era tão iminente. E você cai na poça d'água, e a água te faz acordar. Mas você não tem ninguém pra te ajudar a levantar, nem forças que te estimulem a levantar, por que não há mais nada depois que você levanta, e porque você já usou todas as forças que tinha para manter grandes mentiras. Depois passa alguém que sente pena. Ajuda a pessoa a levantar. E então o brilho daquelas velhas coisas volta, e novamente essa pessoa passa por todo um processo de auto-destruição chamado de mentira. E o ciclo nunca acaba. Até que você morre, sem nunca ter vivido, pois viveu apenas a vida de pessoas que você inventou. E desperta nos outros um sentimento ainda pior que raiva, ou ódio. A pena.
Mas, enfim. Continuo tendo amigas verdadeiras, uma família excepcional, valores inestimáveis e, creio eu, alguém que, em algum lugar do mundo, está destinado a ser feliz comigo. Caso contrário, tendo apenas aquilo que já tenho, me ensinem a ser feliz do mesmo jeito, pois assim já me sinto completa.
Boa parte do que escrevi naqueles páragrafos - aqueles, da última postagens - permanecem sendo a mais pura verdade. Aquela é a mais sincera história de minha -ainda que curta - vida.
Relendo o texto, percebi que cometi um erro terrível ao definir Adri como uma "garota maluca".
Não que ela não seja, mas talvez o que quis dizer não foi, por completo, alcançado. Pra mim, ser maluca, é muito além de um elogio. É uma filosofia de vida. Quando digo que conheci uma "garota maluca", quero dizer que conheci alguém cuja personalidade era deveras fascinante, exatamente por essa incrível - e rara - capacidade de praticar a ideologia tão condenada: ser louco faz bem. Faz bem a si, faz bem aos outros. Mas bem, não foi, exatamente, pra isso que resolvi atualizar tal postagem. Na verdade, ela necessita de urgentes modificações na parte do namorado. Nos enganamos muito. E foi mais um incrível amadurecimento. Não fui amada, mas alguém foi obcecado por mim durante algum tempo. Não me respeitava. Mentiras existem, e elas podem ser cruéis se usadas sem precaução ou sensatez. Cruéis, mas não a mim, e sim para quem as usa de maneira desmedida. Que mintam sobre o banho não tomado, o dente não escovado, a cama não arrumada, a louça não lavada. Que mintam sobre o livro entregue, sobre os deveres feitos, sobre o que fez durante a tarde toda. Mas não façam de si, uma mentira. Fazer de você uma mentira, só lhe transorma em uma pessoa inexistente, em uma personalidade que não existe. Fazer de você uma outra pessoa, ainda que essa pessoa pareça excepcional, é suicidar sua alma, abdicar de sua própria existência. E as pessos fazem isso o tempo todo. Sabe?! Pagam caríssimo por roupas de marca desnecessárias, devem horrores pra poder manter um carro que poderá oferecer certo status diante de uma sociedade materialista. Inventam uma matrícula em uma boa faculdade, ou inventam um emprego que não existe, ou que não estão qualificados a preencher. Pessoas dessa estirpe acham-se muito espertas. Mas elas caem. Porque quando cativam as pessoas, essa relação não é duradoura, afinal, ela cativou a outra a partir de uma vida que não existe. Então, essas pessoas se afastam, e junto com ela, vai embora tudo que ela criou.
Porque, um dia, o mentiroso cria vínculos, e esquece que a pessoa com a qual criou tais vínculos, está com ela por aquilo que ela é, e não por aquilo que demonstra ser. E vai levando, se esquecendo das mentiras todas que contou, e por isso conta mais. E pior, passa a acreditar nelas para ficarem mais verossímeis. Mas, já diz o ditado: mentira tem perna curta. E talvez as pernas não fossem tão curtas, mas corriam tanto atrás de alibis para suas mentiras, que acabaram ficando cansadas, se exaurindo, aos poucos. E aí tudo acaba, porque quando você passa a gostar de alguém, e essa pessoa se vai por um erro seu, nada mais faz sentido. Suas mentiras somem, sua importância com o carro, com as roupas ou com o esforço em manter as aparências (sempre falsas) se esvaem. E você fica sem nada. Você pode ter seu carro, e suas roupas, mas não enxerga mais o brilho que antes era tão iminente. E você cai na poça d'água, e a água te faz acordar. Mas você não tem ninguém pra te ajudar a levantar, nem forças que te estimulem a levantar, por que não há mais nada depois que você levanta, e porque você já usou todas as forças que tinha para manter grandes mentiras. Depois passa alguém que sente pena. Ajuda a pessoa a levantar. E então o brilho daquelas velhas coisas volta, e novamente essa pessoa passa por todo um processo de auto-destruição chamado de mentira. E o ciclo nunca acaba. Até que você morre, sem nunca ter vivido, pois viveu apenas a vida de pessoas que você inventou. E desperta nos outros um sentimento ainda pior que raiva, ou ódio. A pena.
Mas, enfim. Continuo tendo amigas verdadeiras, uma família excepcional, valores inestimáveis e, creio eu, alguém que, em algum lugar do mundo, está destinado a ser feliz comigo. Caso contrário, tendo apenas aquilo que já tenho, me ensinem a ser feliz do mesmo jeito, pois assim já me sinto completa.

