obs.: links em azul
Uma menina era muito feliz, pois tinha quatro incríveis amigas. Depois que foram chamadas para servir em outra vila, as quatro - ou pelo menos ela - acreditaram que a distância e os novos afazeres não interfiririam. Bom, como uma das meninas havia decidido dedicar-se piamente ao marido, independente das implicações disso, houve uma pequena, mas ainda insignificante evasão. Tudo bem, pensava a menina, vamos amá-la e respeitá-la, mesmo que suas escolhas não nos priorize. Então, sempre que a evasiva Gertrude precisava ou retornava ao leito da amizade, era acolhida como se estivesse sempre ali. A outra menina, que também casara-se e com a qual a nossa personagem indentificou-se pela sua forte personalidade, vinha com alguma frequência visitá-la, e também a outra, Valéria, que era muitíssimo especial visto sua loucura e bondade. As três comiam guloseimas do reino e se divertiam jogando bola-pé no bosque. Entretanto, passados alguns meses, A Menina sentiu que apenas ela e Valéria realmente se importavam com aquilo que configurara uma amizade interminável. Afinal, imaginava, faziam de tudo para buscar a essência do que elas haviam comprometido-se a manter. A Menina estava muito contente com o fortalecimento de laços entre ela e Valéria, e como de Gertrude já haviam mesmo desistido, com todos os risos, ainda sentiam falta era de Bromélya. Em uma tarde de muito sol, arco-íris, nuvens brancas e fofinhas, e pássaros cantarolantes, Valéria e A Menina desabafaram entre si as mágoas daquela nova evasão. E resolveram publicar no pergaminho real para que, talvez, Bromélia visse e percebesse o afastamento. Mas A Menina só podia ter se esquecido do quanto Bromélia era especial para a amizade das quatro - 1 = três. E assim sendo, ela fez muito mais que pedir desculpas. Porque, na verdade, ela não tinha quase nenhuma culpa. Explicara então no Pergaminho Real, que seus treinamentos de arco-e-flecha finalmente estavam dando resultados, mas ela estava esforçando-se muito e mal tinha tempo para; colher flores; que sua mãe sofrera um ataque de hipopótamo e estava necessitando de auxílio; o irmão estava num processo conturbado pois não queria passar pelo ritual de idade. A Menina e sua amiga Valéria, assim, sentiram-se mal por terem entendido mal, mesmo que achassem que Bromélya deveria ter contado dos perrengues que estavam se passando. Então, o que aconteceu foi o mesmo que aconteceria se Bromélya não tivesse dado explicação nenhuma: não eram 4-2= duas.
Os dias se passaram e...
{CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO FATO}
Os dias se passaram e...
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