
Cansada de usar o mesmo e sem graça resolvi comprar outro. Fui a uma loja próxima da minha casa e escolhi qualquer um, pois estava com pressa. A primeira impressão confesso que não me agradou, mas continuei com ele, mesmo assim. Ele era branquinho como uma nuvem, fofinho como um urso de pelúcia, pequeninho como um bebê, vestia sempre branco, rosto e cabelo não tinha.
Após um mês com ele descobri, sem querer, a coisa mais fantástica desse mundo: um objeto falando! Minutos depois de ter levado esse susto, resolvi conversar com ele. Descobri que ele era como nós, sere humanos: chorava, ria, só não andava.
Não demoroou muito e nos tornamos melhores amigos. Apesar de todos me chamarem de louca eu o adorava. Até quando eu estava triste e chorando, ele expressava seu mais puro e verdadeiro sentimento: a amizade.
Tinha tanto conhecimento que até me espantava.
Gostava de assistir televisão, principalmente de ver novelas, e adorava escutar Rolling Stones, mas odiava quando eu assistia Gilmore Girls, dizia que era programa infantil para mim, uma moça de 20 anos.
Mesmo com meus defeitos, ele me amava e eu o amava. Era um sentimento de completa paixão, do tipo que não admite falsidade ou traição.
Pena que não durou muito, pois o roubaram quando assaltaram minha casa.
Só espero que quem esteja com ele o ame e lhe dê carinho como o fiz.
Sinto uma falta enorme desse meu travesseiro, tanto que hoje não durmo tranqüilo, não o tendo ao meu lado.

