(...) Mas não é disso que vim falar. É sobre as besteiras da vida...Nascer, viver, morrer...
toda essa ordem cronológica sem nexo parece tão alheia ao mundo em que sinto viver.
E a hipocrisia?
Maldita.
Não se tem preconceito, mas se odeia os que tem.
Então, não é de direito de cada um ter as concepções que bem entender?
Não se está em plena liberdade de expressão?
E a democracia? Utopia alienante. Não só as políticas de direita...veja as outras.
Comunismo.
Impossível.
O homem não resiste ao poder, assim como não resiste ao amor, ambos estão ligados a mesma vertente: o desejo, a vontade insaciável de alguma coisa.
Ser profissional cansa, e ser amador é inútil.
Aquele sol, aquele azul...os cantos.
Nada combinava com seus pensamentos obscuros, e com sua solidão falsa e secreta.
As páginas amarelas daquele livro lhe lembravam tardes antigas...sua infância de contos de fada e lutas entre dragões. A moça arcaica que fazia sua leitura bitolante na capa de um José de Alencar foi-lhe próspera, mas angustiante...Frustrante.Não conseguia pensar como as fêmeas puderam ser tão submissas às palavras de uma sociedade e de seus homens medíocres.
Era como se elas mesmas não existissem. Mas afastou aquele pensamento de revolta, lembrou-se da louça velha na pia...da sujeira impregnada no fogão...e da voz estridente de alguém dizendo que queria tudo pronto quando retornasse...Já havia passado uma manhã...e estava tudo lá. Lembrou dos livros que precisava ler, do quarto que lhe foi mandado arrumar, das roupas do lado do avesso e amassadas no sofá, do chão e dos armários empoeirados...Talvez se limpasse, sua vida também fosse um pouco organizada. Ficou desanimada, e logo feliz...Pensando nos olhares da ida ao mercado...quando menos se arrumava, mais chamava a atenção. Poderia ser esse o segredo, a indiferença...que traz a plenitude - pelo menos aparente. Sentiu os olhos pesados, aquele clima parecia o de verão, o momento então; depois do almoço.
Era quando lhe dava mais sono, moleza, até naquele dia, em que não havia, sequer, almoçado.
Quis deitar na rede da sacada...mas lembrou da bagunça. O comodismo falava mais forte nessas horas, não pensava que se ordenasse o tempo para deitar e descansar seria maior, pensava apenas que queria deitar e descansar independente das implicações que esse desejo possuía.
Um desejo sóbrio e enclausurante, como quase todos os verdadeiros que um dia sentira.
toda essa ordem cronológica sem nexo parece tão alheia ao mundo em que sinto viver.
E a hipocrisia?
Maldita.
Não se tem preconceito, mas se odeia os que tem.
Então, não é de direito de cada um ter as concepções que bem entender?
Não se está em plena liberdade de expressão?
E a democracia? Utopia alienante. Não só as políticas de direita...veja as outras.
Comunismo.
Impossível.
O homem não resiste ao poder, assim como não resiste ao amor, ambos estão ligados a mesma vertente: o desejo, a vontade insaciável de alguma coisa.
Ser profissional cansa, e ser amador é inútil.
Aquele sol, aquele azul...os cantos.
Nada combinava com seus pensamentos obscuros, e com sua solidão falsa e secreta.
As páginas amarelas daquele livro lhe lembravam tardes antigas...sua infância de contos de fada e lutas entre dragões. A moça arcaica que fazia sua leitura bitolante na capa de um José de Alencar foi-lhe próspera, mas angustiante...Frustrante.Não conseguia pensar como as fêmeas puderam ser tão submissas às palavras de uma sociedade e de seus homens medíocres.
Era como se elas mesmas não existissem. Mas afastou aquele pensamento de revolta, lembrou-se da louça velha na pia...da sujeira impregnada no fogão...e da voz estridente de alguém dizendo que queria tudo pronto quando retornasse...Já havia passado uma manhã...e estava tudo lá. Lembrou dos livros que precisava ler, do quarto que lhe foi mandado arrumar, das roupas do lado do avesso e amassadas no sofá, do chão e dos armários empoeirados...Talvez se limpasse, sua vida também fosse um pouco organizada. Ficou desanimada, e logo feliz...Pensando nos olhares da ida ao mercado...quando menos se arrumava, mais chamava a atenção. Poderia ser esse o segredo, a indiferença...que traz a plenitude - pelo menos aparente. Sentiu os olhos pesados, aquele clima parecia o de verão, o momento então; depois do almoço.
Era quando lhe dava mais sono, moleza, até naquele dia, em que não havia, sequer, almoçado.
Quis deitar na rede da sacada...mas lembrou da bagunça. O comodismo falava mais forte nessas horas, não pensava que se ordenasse o tempo para deitar e descansar seria maior, pensava apenas que queria deitar e descansar independente das implicações que esse desejo possuía.
Um desejo sóbrio e enclausurante, como quase todos os verdadeiros que um dia sentira.

